O UNIVERSO

O Universo é matéria, energia, espaço e tempo. Tudo que existe forma parte do Universo. É muito grande, mas não é infinito. Se assim fosse, haveria infinita matéria em infinitas estrelas, e não é assim. Quanto a matéria, o Universo é, sobre tudo, espaço vazio. A Terra, o nosso mundo, é imensamente minúscula comparada com o Universo. Fazemos parte do Sistema Solar, perdido num braço de uma Galáxia, a Via Láctea que tem 100.000 milhões de estrelas, que é somente uma entre as centenas de milhares de milhões de Galáxias que formam o Universo
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quinta-feira, 18 de julho de 2019

SAIBA O QUE É BURACO NEGRO






De forma muito simplista, um buraco negro é uma região no espaço que contém tanta massa concentrada que nenhum objeto consegue escapar de sua atração gravitacional. Como a melhor teoria gravitacional no momento ainda é a Teoria da Relatividade Geral de Einstein, somos obrigados a mergulhar em alguns dos resultados preditos por essa teoria para entender alguns detalhes de um buraco negro, mas vamos começar devagar, pensando sobre a gravidade em circunstâncias relativamente simples.

Suponha que você está na superfície de um planeta. Você atira uma pedra para cima. Supondo que você não atire muito forte, ela subirá por algum tempo, mas eventualmente a aceleração devida à gravidade do planeta vai faze-la descer de novo. Se você atirar a pedra com força suficiente, no entanto, você poderia faze-la escapar inteiramente da gravidade do planeta. A pedra continuaria a subir para sempre. A velocidade com que é necessário atirar a pedra para que ela escape da atração gravitacional do planeta é chamada de "velocidade de escape".

Como seria de esperar, a velocidade de escape depende da massa do planeta: se o planeta for extremamente massivo, sua gravidade é muito intensa, e a velocidade de escape muito elevada. Um planeta mais "leve" teria uma velocidade de escape inferior. A velocidade de escape também depende da distância a que você se encontra: quanto mais perto você estiver, maior a velocidade de escape.

A velocidade de escape da Terra é de 11,2 km/s, enquanto que a velocidade de escape da Lua é de apenas 2,4 km/s. Imagine agora um objeto com tamanha massa, concentrada num raio pequeno de tal forma que sua velocidade de escape seja maior que a velocidade da luz. Neste caso, uma vez que nada pode se deslocar mais rapidamente que a luz, nada poderá escapar do campo gravitacional desse objeto. Mesmo um raio de luz seria puxado de volta gravidade e não teria como escapar. A ideia de uma concentração de massa tão densa que até mesmo a luz ficasse aprisionada vai bem ao passado, até Laplace, no século XVIII.

Quase imediatamente em seguida de Einstein ter desenvolvido a Relatividade Geral, Karl Schwarzschild descobriu uma solução matemática para as equações daquela teoria que descreviam um tal objeto. Foi somente muito mais tarde, com o trabalho de cientistas como Oppenheimer (o mesmo do Projeto Manhattan, da bomba atômica americana), Volkoff e Snyder, na década de 30, que se começou a pensar seriamente na possibilidade de que tais objetos pudessem realmente existir no Universo. Esses pesquisadores mostraram que, quando uma estrela suficientemente massiva consome todo o seu combustível, ela perde a capacidade de sustentar o encolhimento devido à sua própria atração gravitacional, e então desaba sobre si própria na forma de um buraco negro.

Fonte: https://climatologiageografica.com
Formatação: Helio Rubiales

BURACO NEGRO-BREVE RELATO





Buraco negro: nada pode escapar deles, nem mesmo a luz

O princípio que tudo o que sobe cai não se aplica no caso dos buracos negros. Tudo o que tragam entra em uma dimensão tempo-espaço desconhecida para nós.

Localizar buracos negros é tarefa complicada, já que suas fronteiras são invisíveis, por isso eles têm que ser identificados através de seus efeitos sobre a matéria que os rodeia. Sua existência e localização inquieta há séculos os cientistas.

BURACOS NEGROS E BURACOS BRANCOS
O físico inglês John Michelle esboçou em 1783 a ideia da existência de buracos negros. No começo do século XX, o genial cientista Albert Einstein desenvolveu a teoria da relatividade. Revolucionou com ela o estudo do cosmos e provou que era possível a existência no universo de grandes massas compactas e com uma velocidade de gravitação que nem sequer a energia da luz pode viajar rápido o suficiente para escapar dela.

O físico americano John Wheeler batizou em 1967 estas massas como buracos negros, e criou também o conceito de "wormhole" (buraco de verme), que teoricamente uniria os buracos negros e os buracos brancos.

Do mesmo modo que a matéria se opõe à antimatéria, os buracos negros teriam como contrapartida os buracos brancos, aqueles que expeliriam tudo o que se encontra nele. Estes buracos estariam conectados, pelo menos em teoria, por passagens, chamadas "wormholes".

Pesquisas posteriores levaram o cientista Stephen Hawking  a retomar a teoria da relatividade de Einstein, junto ao físico Roger Penrose. Os estudos destes dois britânicos sobre a teoria quântica e a teoria da relatividade geral permitiram estabelecer que os buracos negros emitem radiação.